Quando fui assistir Honey Boy (em português, O Preço do Talento) - disponível na HBO Max - eu não esperava tanto. E admito que isso foi bom, pois eu me surpreendi muito.
Noah Jup, Otis jovem, também tem um excelente papel na atuação de Honey Boy.
E vale ressaltar, por fim, a atuação de Lucas Hedges como Otis adulto e já sofrendo por conta de tudo o que passou com o seu pai.
Se fosse apenas um longa sem qualquer vínculo com a realidade já seria um ótimo filme, mas o fato de se tratar da vida conturbada de LaBeouf trás um tempero a mais para O PreçodoTalento, ainda mais com a atuação deste como seu próprio pai.
Honey Boy é como se fosse a terapia de LaBeouf, onde através de suas memórias ele tentasse se entender e ver como se tornou quem é hoje. Com uma infância muito conturbada por conta de seu pai, este que foi muito grosso, tóxico e agressivo; não só para Shia (Otis no filme) como para outras pessoas, como a mãe de LaBeouf.
E o mais interessante é ver que isso tudo fez Otis, no filme, ser quem ele é. Todas essas situações causaram um estresse pós-traumático no rapaz, que tem dificuldade para conviver com isso. E a direção acerta muito em mesclar momentos do passado com os do presente. A Diretora Alma Har'el fez um ótimo trabalho no filme.
Também é interessante ver que, por mais que seu pai seja uma pessoa horrível, ele tenta melhorar de sua forma, mesmo falhando muito nisso. E o filme explora também o motivo dele ser assim, ele não teve uma boa criação, assim como o seu filho.
Todo o drama vai te envolvendo no filme, com você querendo ver mais do desenrolar dessa história. Para mim o longa é ótimo da maneira que é, eu não retiraria nada e nem adicionaria, eu entendo que ele funciona dessa forma, com esse tempo de tela e como um filme.
E toda essa história tem em sua composição uma ótima palheta de cores e uma trilha sonora muito boa, e que em alguns momentos rouba a cena.
Um baita filme a qual recomendo muito.
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